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O POLIURETANO SUSPEITO DE MATAR OS MENINOS DO FLAMENGO E DA BOATE KISS PODE MATAR TRABALHADORES DO TRANSPORTE DE VALORES

Por José Boaventura – Presidente do Sindvigilantes/Ba e da CNTV – Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes

O avanço das investigações da imprensa e os órgãos de fiscalização do crime (crime sim, acidente não!) que tirou a vida dos 10 meninos da divisão de base do Flamengo na semana passada, provocou arrepios em trabalhadoras e trabalhadores das tesourarias e carro fortes das empresas de transporte de valores por causa da notícia de uso do Poliuretano como um dos causadores das mortes. E assim como em Brumadinho, trabalhadores podem vir a ser as principais vítimas da ganância e do descaso de empresas.

É o tal poliuretano que ajudou a matar os … jovens na  Boate Kiss e é suspeito de matar os meninos do Flamengo.

O poliuretano também é utilizado por algumas empresas de transporte de valores nas suas tesourarias  e carros fortes como um elemento de dissuasão de ataques de criminosos, instalado sem qualquer estudo técnico sério ou mesmo atesto de órgão de controle e fiscalização e sem sequer dispor de equipamentos de proteção, seja contra gases, fogo ou garantia de condições de evacuação.

Este produto passa, em segundos, do estado líquido para o sólido,  já foi acionado acidentalmente em carros fortes e bases destas empresas de diversas partes do país, causando maus estar nos trabalhadores em função do odor, além do risco de retenção no local vedado, felizmente ainda sem avançar para o fogo. Mas até quando? Estamos esperando para mais uma tragédia criminosa?

Há mais de um ano  que a CNTV – Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes e alguns Sindicatos de Vigilantes e de Trabalhadores em Transporte de Valores do país vem travando uma batalha na defesa de equipamentos e de segurança no contato com este produto, também temos cobrando da Polícia Federal, o órgão responsável pelo controle e fiscalização da atividade de segurança privada no Brasil, que decida sobre as condições para uso do Poliuretano pelas empresas de transporte, guarda e processamento de valores, com enfoque para a segurança e integridade dos trabalhadores.

Em algumas oportunidades deste debate  num colegiado tripartite sob a coordenação da PF (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada), as empresas insistem tão somente na afirmação de que o produto é inofensivo, mas sem apresentar qualquer dado técnico ou estudo que eliminasse a desconfiança dos trabalhadores. Tampouco apresentaram qualquer estudo ou equipamento que cuide da proteção dos vigilantes e dos confinados funcionários das tesourarias.  

Mais uma vez empresas multinacionais estão nos fazendo de cobaias. E nós dizemos: NÃO. COBAIAS, NÃO!

POLIURETANO QUE MATA, NÃO!

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