Carta aberta

Senhoras e Senhores,
1 – Os Vigilantes que trabalham nas agências da Caixa Econômica Federal são trabalhadoras e trabalhadores, pessoas como todos vocês, que moram nas mesmas comunidades e se reconhecem nos amigos, vizinhos e parentes que neste momento buscam um socorro para sobreviver aos reflexos do coronavírus.
2 – Os Vigilantes estão no banco cuidando, essencialmente, da segurança, da proteção e da vida de todas e todos, expondo-se a aos riscos (violência física, da morte, contagio com coronavírus, entre outros.), trabalhando além do horário normal e nos sábados, sacrificando sua saúde e o tempo com sua família, mas conscientes que seu serviço é essencial e benéfico para a sociedade em geral;
3 – Entretanto, nós VIGILANTES, estamos sendo vítimas de um golpe, de uma desonestidade perpetrada pela empresa empregadora, a Interfort (do Rio Grande do Norte), com a conivência da Caixa.
4 – O golpe consiste:
As horas e dias extras não estão sendo pagos. A empresa joga num tal “banco de horas” ou, para nós, “banco ladrão”, para ser compensado com folgas em até um ano e meio após o decreto de calamidade pública (31/12/2020) ou até junho de 2022.
Isto não está certo. Se trabalhamos, queremos receber, JÁ!
5 – Tudo isto traduz a “esperteza” e a fome de lucro da empresa, explorando o trabalhador, aproveitando-se da sua boa-fé, do seu compromisso com a profissão e com a vida de seus co-cidadãos. E, lamentavelmente, com a conivência da administração da Caixa. Não há amparo na Convenção Coletiva e na lei para tal situação.
Estamos a quase um mês insistindo junto a empresa e a Caixa para corrigir a situação, mas não querem agir honestamente. Por isto estamos denunciando a todas e todos esta situação e pedindo a sua compreensão, seu apoio e sua solidariedade a luta pelos nossos direitos, contra a esperteza e desonestidade da empresa Interfort, com a conivência da Caixa.