DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Esse dia, para uma sociedade midiática, a sociedade do capitalismo que forma cidadãs e cidadãos acríticos (as) e que também contribui para uma sociedade reacionária, é mais um dia para simplesmente “comemorar” e, dar presentes etc. No entanto, este momento precisa de uma constante reflexão.
Os índices de violência contra a mulher crescem vertiginosamente, pesquisas realizadas por institutos de estudos de violência contra a mulher expõe/expuseram esses números. Realmente são dados alarmantes, conforme os dados apontados pelo G1 em 07/03/2018.
Outrossim, é quando analisamos na perspectiva do mercado de trabalho onde as mulheres trabalham mais horas diárias e ganham menos que os homens, mesmo tendo maior escolaridade, a situação ainda é pior quando tudo isto está relacionado à mulher negra. O preconceito e discriminação relacionados á questão do gênero realmente assusta.
No campo da politica, a primeira Presidente eleita pelo voto democrático, com mais de 51% dos votos validos dos cidadãos e cidadãs brasileiros (as) foi hostilizada e sofreu o duro golpe sendo impedida de governar o país. A representação no Congresso Nacional é representada majoritariamente de homens brancos, ricos e detentores do poder que tem as hostis do capitalismo.
Até recentemente, a mulher solteira e mãe era rechaçada pela sociedade em geral, inclusive dentro da própria família haviam certas resistências, no entanto, o mercado regulador (não posso omitir aqui a luta das mulheres organizadas para esse avanço) ajustou esse objeto consumidor ao mercado capitalista. O mundo, a sociedade é das contradições.
Como não podemos ficar inertes, passivos e restritos ao mero vai e vem das ondas manipuladas pelas mídias, todas as ocorrências doravante requerem de nós a analise crítica e o desenvolvimento de ações contundentes. “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire.
Meus parabéns a todas as mulheres brasileiras.
Por: Antonio Cláudio Silva