EXPOSIÇÃO EXCESSIVA EM REDES SOCIAIS DESEMPREGA E MATA

Por José Boaventura – Vigilante e Presidente do Sindvigilantes/Bahia

Mar’2018

Um colega da Map foi “jogado aos leões” por um vídeo irresponsável e desabonador para toda a categoria, merecedor da nossa censura, mas também deve servir de reflexão, até porque o estrago já aconteceu. Vamos a algumas considerações, chamando todos para o debate saudável, respeitoso e construtivo.

Aqui ou acolá tem vigilante manifestado estranheza pelo fato de ser descartado num processo de seleção para emprego, quando preencheu todos os requisitos ou até já tinha recebido farda ou mesmo já iniciado o trabalho.

Em outros momentos os patrões propõem aos Sindicatos colocar clausulas na CCT que permita que a empresa puna ou até demita por JC vigilante que usa de forma indevida aparelhos celulares e redes sociais nos postos de serviço. Já teve sindicato que admitiu clausulas com algum tipo de penalidade ao vigilante. Na Bahia não faremos isto. O é  profissional, doméstico e, como tal, deve ser resolvido pelos próprios profissionais, sem dar mais instrumentos de punição ao patrão.

Em outras situações  concretas, com exposição direta, como aconteceu com  este colega da Map, ou no caso do colega da Maxforte (afogamento do ladrão no tanque do G. Barbosa) ou  da colega do vídeo do seu cochilo, entre muitos outros casos, a punição é certa e  pesada.

Mas a reflexão e as lições que precisamos tirar desses casos  é: estamos utilizando a tecnologia e as redes sociais a nosso favor, a favor do nosso emprego, nossa segurança, da nossa vida, do nosso fortalecimento, valorização e respeito profissional ou o contrario?

Comunicação serve para unir ou separar as pessoas ?

Será que alguns não estão se expondo em demasia e colocando sua vida, seu emprego e sua família em risco de forma boba e irresponsável?

Algumas coisas são certas:

– As empresas estão monitorando as redes sociais e identificando o comportamento de quem se expõe alis. A imprensa está falando disso todo dia. E se um vigilante tem seu emprego vetado numa empresa de forma estranha, já é  resultado desse monitoramento e da sua exposição inconsequente nas redes.

– Colegas já perderam a vida por descuido estar no posto cuidando de zap e esquecendo de si próprio e da sua segurança;

– Outros já perderam o emprego e até a família por áudios ou vídeos irresponsáveis no posto de serviço ou pela desatenção com a câmeras do próprio posto.

 

Bem, a nós cabe alertar, lembrar da responsabilidade de cada um com sua vida e com a dos outros. Lembrar que a ignorância (de ignorar seus direitos e seus deveres) ou a irresponsabilidade na nossa profissão desemprega e mata.

Sigamos a grande maioria dos profissionais de segurança privada. Sejamos profissionais, responsáveis, inteligentes e solidários.